Tag: nordic maternity programa

O impacto do estado nutricional dos homens na pré-concepção

A gravidez tem riscos biológicos associados e é de extrema importância o seu planeamento para reduzir estes. Com o planeamento será possível eliminar comportamentos de risco e adoptar hábitos de estilo de vida e alimentação que garantam o sucesso da gravidez.

Os cuidados pré-concepcionais têm como objetivo assegurar um ótimo estado de saúde da mulher antes da primeira gravidez, ou nos períodos entre gestações, de forma a reduzir o risco de resultados adversos na gravidez e na saúde do feto. 

Apesar de quando pensar em cuidados neste período poder associar principalmente à mulher, é igualmente importante a intervenção na saúde do homem também. 

A qualidade do esperma parece ter diminuído em cerca de 50-60% nos últimos 40 anos. 
Apesar de esta diminuição ser uma questão ao nível mundial, é nos países mais desenvolvidos e industrializados que é mais evidente sugerindo assim que pode estar relacionada com fatores de estilo de vida modificáveis, tais como: 

  • Maus hábitos alimentares (deitas ricas em carnes processadas, soja, café, álcool, refrigerantes e açúcar)
  • Stress
  • Consumo de álcool
  • Tabaco
  • Pesticidas presentes nos alimentos
  • Poluição

A evidência sobre este assunto sugere que a nutrição pode ter um impacto positivo na concentração, contagem e motilidade dos espermatozoides.

Deficiências nutricionais podem ter um efeito negativo quando falamos de concepção. 
Vários estudos científicos têm demonstrado a associação entre a infertilidade masculina e a deficiências nutricionais. 
Relativamente a alguns desses nutrientes que são importantes na fase de pré-concepção, mais especificamente no caso dos homens:

Vitamina B12
A vitamina B12 está envolvida no metabolismo de muitas das células do organismo e é necessária para a síntese de DNA, entre outras funções.
Além disso, é importante na produção de espermatozóides e na melhoria da qualidade do esperma.  

Cálcio
O cálcio tem múltiplas funções no organismo. No que concerne na saúde reprodutiva, destaca-se o seu papel na produção da testosterona, na produção de esperma, na maturação de de espermatozóides, e ainda na fertilização de oócitos.

Vitamina D
O papel da vitamina D na saúde óssea e na homoestase do cálcio é bem conhecido. Mas parece também ter efeitos positivos na reprodução. 
Estudos científicos já demonstraram a associação entre os níveis sérios de vitamina D e a qualidade do esperma.  
Num estudo de 2017, a suplementação com vitamina D melhorou melhorar a fertilidade aumentando a mobilidade dos espermatozóides, em casos com infertilidade masculina sem causa conhecida. 

Selénio e Vitamina E
O selénio é o componente essencial de várias enzimas e proteínas que intervêm na sínteses de DNA e na proteção celular e estão ainda envolvidas na reprodução e no metabolismo de hormonas tiroideias. 
Relativamente à reprodução, é importante para o metabolismo da testosterona e, segundo alguns estudos, pode melhorar a motilidade dos espermatozoides em homens com problemas de infertilidade. 
É também importante referir que os níveis séricos excessivos deste nutriente podem causar toxicidade e por isso é fundamental uma avaliação individualizada e personalizada de forma a obter todos os seus benefícios.
A vitamina E é um antioxidante e é importante pelo seu efeito nos danos induzidos pelos radicais livres nas células. 
Num estudo de 2010 com 690 com o diagnósticos de infertilidade, a suplementação com selénio e vitamina E demonstrou melhorar a mobilidade do esperma.

Coenzima Q10
A coenzima Q10 é um composto encontrado no corpo com propriedades antioxidantes e com um papel essencial na produção energética das células. 

Zinco
O zinco é outro composto com propriedades antioxidantes que podem ter efeitos protetores dos espermatozóides. 
Além disso, níveis adequados de zinco são fundamentais para a função normal do esperma e fertilização.
Também os níveis excessos deste nutriente podem ter feitos negativos, demonstrando mais uma vez a importância de uma avaliação individualizada e personalizada.

O stress oxidativo pode ser prejudicial ao esperma, pelo que os antioxidantes, que combatem e protegem contra o stress oxidativo, podem ser benéficos. 

A dieta pode ser um fator determinante na questões de fertilidade masculina e esta intervenção deve fazer parte dos cuidados pré-concepcionais em casais que desejam engravidar.  

Contacte-nos para saber como a Dra. Çagla Sen, responsável pela criação do nosso Nordic Maternity Program, pode dar o apoio que precisa nesta nova fase ou da vida da sua família, através de:
E-mail info@nordicclinic.pt
Telefone: 222 081 982

Referências:

  • DGS
  • Banihani S. A. (2017). Vitamin B12 and Semen Quality. Biomolecules, 7(2), 42. https://doi.org/10.3390/biom7020042
  • Boisen, I. M., Bøllehuus Hansen, L., Mortensen, L. J., Lanske, B., Juul, A., & Blomberg Jensen, M. (2017). Possible influence of vitamin D on male reproduction. The Journal of steroid biochemistry and molecular biology, 173, 215–222. https://doi.org/10.1016/j.jsbmb.2016.09.023
  • Alzoubi, A., Mahdi, H., Al Bashir, S., Halalsheh, O., Al Ebbini, M., Alzarir, M., Al-Ahmar, K., Alfaqih, M., & Al-Hadidi, A. H. (2017). NORMALIZATION OF SERUM VITAMIN D IMPROVES SEMEN MOTILITY PARAMETERS IN PATIENTS WITH IDIOPATHIC MALE INFERTILITY. Acta endocrinologica (Bucharest, Romania : 2005), 13(2), 180–187. https://doi.org/10.4183/aeb.2017.180
  • Moslemi, M. K., & Tavanbakhsh, S. (2011). Selenium-vitamin E supplementation in infertile men: effects on semen parameters and pregnancy rate. International journal of general medicine, 4, 99–104. https://doi.org/10.2147/IJGM.S16275
  • Fallah, A., Mohammad-Hasani, A., & Colagar, A. H. (2018). Zinc is an Essential Element for Male Fertility: A Review of Zn Roles in Men’s Health, Germination, Sperm Quality, and Fertilization. Journal of reproduction & infertility, 19(2), 69–81.

Os alimentos que NÃO devem fazer parte da introdução da alimentação complementar do bebé

Os primeiros 1000 dias, que correspondem ao período a partir do momento da concepção até aos 2 anos de vida de criança, são considerados como uma janela de oportunidade inigualável no desenvolvimento e crescimento. Nesse sentido, os nutrientes certos nos momentos certos desta janela de desenvolvimento poderão fazer a diferença no estado de saúde na idade adulta.

Com a nutrição correta desde o início da vida poderá ser possível modular o risco de desenvolvimento de doenças na vida adulta, como doenças cardiovasculares, diabetes e cancro.

Nesta série de posts sobre a introdução da alimentação complementar já falamos sobre a importância do aleitamento materno (http://porto.nordicclinic.com/do-leite-para-a-alimentacao-complementar/), de quando iniciar e ainda de como iniciar este processo tão importante na vida do bebé (http://porto.nordicclinic.com/quando-e-como-iniciar-a-introducao-da-alimentacao-complementar/).
Agora, está na altura de falar sobre os alimentos que não devem fazer parte da introdução da alimentação complementar, quer seja por motivos relacionados com a segurança alimentar ou pela sua pobreza nutricional. 

Sal
Os 2 primeiros anos na vida de um ser humano são caracterizados pelo crescimento e desenvolvimento que vai acontecendo ao seu ritmo.
Até cerca dos 12 meses de idade, a função renal não tem a maturidade e por essa razão não devem ser oferecidos alimentos temperados com sal (e muito menos alimentos processados ricos em sal).
Além disso, a introdução do sal mais cedo do que o recomendado pode também ter impacto nas preferências alimentares do bebé na vida adulta. 

Açúcar
O gosto por sabores doces é inato, querendo isso dizer que não exige esforço para que o bebé goste de alimentos doces ao contrário do que pode acontecer por exemplo com alimentos de sabor mais amargo. 
A ingestão de açúcar é dos principais fatores que contribuem para a formação de cáries dentárias e por isso esta questão exige especial atenção por parte dos pais e/ou cuidadores do bebé.
Caso alimentos açucarados sejam introduzidos demasiado cedo, podem ter efeitos aditivos a sabores doces. 
Diferentes estudos associam a ingestão de bebidas açucaradas antes do primeiro ano de vida à obesidade.
A recomendação é de que os alimentos com açúcar adicionado não devem ser introduzidos na alimentação do bebé até 1 ano de idade MAS não quer isso dizer que a partir dessa altura a ingestão pode ser feita de forma livre. Muito pelo contrário, a oferta destes alimentos deve ser muito limitada. 

O mesmo se aplica aos adoçantes, sobre os quais não há evidência científica sobre o impacto da sua ingestão antes dos 2 anos. 
É sabido que os adoçantes também podem promover a preferência pelos sabores doces e além disso podem alterar a microbiota intestinal de forma negativa. 

Mel
O botulismo é uma condição rara e é causada por uma bactéria (Clostridium botulinum). 
O mel é um dos alimentos mais associados à contaminação por esta bactéria e por essa razão é recomendado que não faça parte da alimentação das crianças até aos 2 anos de idade. 
Além disso, também é um dos alimentos que contribui para as cáries dentárias.

Carne ou peixe mal cozinhado 
Uma vez que o sistema imunitário ainda não está completamente desenvolvido, é desaconselhada a ingestão de carnes ou peixes crus pelo bebé pelo risco de contaminação associada. 

Alimentos associados ao risco de engasgo 
Não se devem oferecer alimentos redondos, como uvas, mirtilos, tomates cereja, leguminosas, e/ou duros, como maçãs, cenouras ou oleaginosas (nozes, amêndoas, avelãs e etc.), na sua forma inteira. Devem ser sempre oferecidos ao bebé em formatos adequados  para a fase do desenvolvimento em que se encontra. 

No caso dos bebés com risco de alergia, este processo deve ser supervisionado pelo pediatra ou o médico assistente.

Neste artigo esclarecemos mais algumas das questões comuns que surgem na fase da introdução da alimentação complementar, sempre com a ressalva de que esta informação não substitui de forma alguma o aconselhamento individualizado por um profissional de saúde.

Contacte-nos para saber como a Dra. Çagla Sen, responsável pela criação do nosso Nordic Maternity Program, pode dar o apoio que precisa nesta nova fase ou da vida da sua família, através de:
E-mail info@nordicclinic.pt
Telefone: 222 081 982.

Referências:

  • Schwartz C, Chabanet C, Laval C, Issanchou S, Nicklaus S. Breastfeeding duration: influence on taste acceptance over the first year. Br J Nutr. 2013;109:1154—61.
  • Pan L, Li R, Park S. A longitudinal analysis of sugar-sweetened beverage intake in infancy and obesity at 6 years. Pediatrics. 2014;134:S29—35.
  • Li WL, Chen ML, Liu SS. Sweet preference modified by early experience in mice and the related molecular modulations on the peripheral athway. J Mol Neurosci. 2013;51:225—36.
  • Bowen WH, Pearson SK, Rosalen PL, et al. Assessing the cariogenic potential of some infant formulas, milk and sugar solutions. J Am Dent Assoc 1997;128:865–71.
  • Cameron SL, Heath A-LM, Taylor RW. How feasible is baby-led weaning as an approach to infant feeding? A review of the evidence. Nutrients 2012;4:1575–609.

Nordic Maternity Program

Testemunho – Programa de Maternidade Nordic

“A ajuda da Drª Daniela Seabra e da Drª Çagla Sen, foi crucial em momentos diferentes da minha vida (posso dizer que me salvaram a vida em todos eles) 🙂

Mais recentemente com sintomas pouco comuns mas muito incomodativos durante a gravidez. Nenhum outro médico foi capaz de diagnosticar e de me ajudar.

A dedicação e estudo que elaboram de forma minuciosa assim como o acompanhamento da gravidez permitiram o meu bem estar e do meu filho, que nasceu saudável, grande e forte.

Estou eternamente grata por isso.”

Testemunho da Catarina Paixão, paciente Nordic Clinic

Copyright © Nordic Clinic 2020