Tag: Nordic Approach to Weigth Loss

Sucesso na perda de peso: estará a resposta no intestino?

O microbiota intestinal é único em cada indivíduo e é influenciado por fatores como a genética, uso de antibióticos, dieta entre outros factores.

Hoje em dia, existem diversas intervenções para tratamento da obesidade, tais como:

  • Modificações ao estilo de vida, onde estão incluídos a dieta, a prática de exercício físico e terapia comportamental;
  • Tratamento farmacológico;
  • Cirurgia

Qualquer uma destas intervenções podem ter um impacto no micrbioma intestinal 

Estudos demonstram que as dietas restritas podem promover a redução na diversidade do microbiota intestinal, não pela perda de peso em si mas pela deficiência de macronutrientes – hidratos de carbono, gorduras e proteínas.
Cada um destes macronutrientes tem um papel distinto e importante no microbiota, sendo alguns exemplos:

  • Os hidratos de carbono complexos são fontes de prebióticos, isto é, são alimentos para as bactéria benéficas do nosso microbiota;
  • As gorduras têm influencia na composição do microbiota e na permeabilidade intestinal;
  • As proteínas  têm impacto na diversidade do microbiota.

Pode neste momento já ter a noção da importância deste assunto e até estar a fazer um probiótico. 
Mas será o mais adequado ao seu caso? Será que tem estirpes de bactérias suficientes e será que são as certas? 
Mais ainda, sabia que se não estiver a ingerir fibra suficiente através da dieta, essas bactérias benéficas não têm como sobreviver?

Então, uma vez que cada pessoa tem uma história única e consequentemente uma composição de bactérias intestinais única e a dieta tem impacto na composição e diversidade destas, uma intervenção dietética tendo em conta todos estes factores pode definir o sucesso da perda de peso (e não penas o balanço energético negativo, como temos vindo a demonstrar ao longo desta série de artigos).

Referências:

  • Westerveld D, Yang D. Through thick and thin: identifying barriers to bariatric surgery, weight loss maintenance, and tailoring obesity treatment for the future. Surg Res Pract 2016; 2016:8616581.
  • Duncan SH, Belenguer A, Holtrop G, Johnstone AM, Flint HJ, Lobley GE. Reduced dietary intake of carbohydrates by obese subjects results in decreased concentrations of butyrate and butyrate-producing bacteria in feces. Appl Environ Microbiol 2007; 73: 1073–1078.
  • Walker AW, Ince J, Duncan SH et al. Dominant and dietresponsive groups of bacteria within the human colonic microbiota. ISME J 2011; 5: 220–230. 31. 
  • Cotillard A, Kennedy SP, Kong LC et al. Dietary intervention impact on gut microbial gene richness. Nature 2013; 500: 585–588.
  • Voreades N, Kozil A,Weir TL. Diet and the development of the human intestinal microbiome. Front Microbiol 2014; 5: 494.
  • Ursell LK, Clemente JC, Rideout JR, Gevers D, Caporaso JG, Knight R. The interpersonal and intrapersonal diversity of human-associated microbiota in key body sites. J Allergy Clin Immunol 2012; 129: 1204–1208.
  • Moreira AP, Texeira TF, Ferreira AB, Peluzio MC, Alfenas RC. Influence of a high-fat diet on gut microbiota, intestinal permeability and metabolic endotoxaemia. Br J Nutr 2012; 108: 801–809.
  • Kim E, Kim DB, Park JY. Changes of mouse gut microbiota diversity and composition by modulating dietary protein and carbohydrate contents: a pilot study. Prev Nutr Food Sci 2016; 21: 57–61.

Obesidade e COVID-19

Um estado nutricional ótimo é essencial para o bom funcionamento do sistema imunitário e as vitaminas D, C, A e minerais como o zinco e o selénio são alguns dos nutrientes que têm um papel de destaque.

A dieta ocidental é caracterizada por ser rica em gorduras saturadas, açúcar e hidratos de carbono refinados e por isso é uma dieta de baixa densidade nutricional, podendo levar à deficiência dos nutrientes acima mencionados. 
Este tipo de dieta é dos maiores contribuidores para a ocorrência de doenças metabólicas, onde estão incluídas a diabetes e a obesidade. 
Esta informação torna-se ainda mais relevante tendo em conta o contexto de pandemia e uma vez que já é possível observar o risco aumentado de efeitos mais severos da infeção por COVID-19 em pacientes com obesidade.

Com o aumento do perímetro abdominal, o risco de diabetes também aumenta. 
Um estudo da China demonstrou que pacientes infetadas com COVID-19 e com diabetes tipo 2 tiveram necessidades de intervenções médicas acrescidas e o risco de mortalidade aumentado. 

Também o tecido adiposo tem um papel nas funções imunitárias e endócrinas. Nos pacientes com obesidade podem ocorrer alterações neste tecido que podem causar desregulação nestes sistemas. 

Podemos concluir que a obesidade por si só é um fator de risco mas que também contribui para outras doenças metabólicas como é o caso da diabetes tipo 2 e hipertensão e que também parecem estar associados a piores efeitos da COVID-19. 

Além do risco aumentado de desenvolver doenças coronárias e diabetes, a obesidade pode também ter um impacto negativo sobre a função imune, o que se torna importante no contexto de pandemia em que nos encontramos. 

Referências:

  • Maggini S et al. Immune function and micronutrient requirements. Nutrients. 2018;10(10).pii:E1531.
  • Abiri B et al. Micronutrients that affect immunosenescence. Adv Exp Med Biol. 2020;1260:13-31.
  • Butler MJ et al. The impact of nutrition on COVID-19 susceptibility and long-term consequences. Brain
  • Behav Immun. 2020;S0889-1591(20)30537-7. (Epub ahead of print).
  • Al-Goblan AS et al. Mechanism linking diabetes mellitus and obesity. Diabetes Metab Syndr Obes. 2014;7:587-591.
  • Caspard H et al. Recent trends in the prevalence of type 2 diabetes and the association with abdominal obesity lead to growing health disparities in the USA: an analysis of the NHANES surveys from 1999-2014. Diabetes Obes Metab. 2018;20:667-671. 
  • Lihua Z et al. Association of blood glucose control and outcomes in patients with COVID-109 and preexisting type 2 diabetes. Cell Metabol. 2020.
  • Anderson CJ et al. Impact of obesity and metabolic syndrome on immunity. Adv Nutr. 2016;7(1):66-75.

Dificuldades em perder peso? Talvez queira reavaliar os seus hábitos de sono.

Sabemos e cada vez mais ouvimos falar sobre a importância de uma boa noite de sono. Mas sabia que o sono (ou a falta dele) pode estar a afetar o processo de perda de peso? 


Dormir menos de 7 horas por noite pode ter consequências como: 

  • Ganho de peso
  • Obesidade
  • Diabetes
  • Hipertensão
  • Doenças coronárias
  • Depressão 
  • Comprometimento da função imunitária

Diferentes mecanismos podem estar envolvidos na dificuldade de perda de peso na falta de horas de sono suficientes dos quais se destacam:


Aumento de apetite
A grelina é a hormona que sinaliza a fome. Por outro lado, a leptina é uma hormona que sinaliza ao cérebro que estamos cheios.Quando as horas de sono não são os suficientes,  o corpo produz mais grelina e menos leptina, levando assim ao aumento do apetite. 


Compulsão alimentar
O sono tem impacto na funcionamento cerebral. A falta de sono parece afetar a atividade do lobo frontal do cérebro, que está implicado na tomada de decisões, e estimula os sistemas de compensação. Isto pode fazer com que considere uma compensação aquele doce depois de jantar e dificuldade em resistir a ingeri-lo. 


Resistência à insulina
A insulina é a hormona que permite que a glicose seja utilizada como energia pelas células. Quando há resistência à insulina, significa que as células resistem à ação da insulina e para compensar o corpo produz mais insulina. O excesso de insulina dá a informação ao organismo de fome e aumenta a acumulação de gordura.


Em conclusão, se quiser perder peso ou estiver num processo de perda de peso, é tão importante comer bem e fazer exercício físico como dormir bem. 


Na Nordic Clinic consideramos que a gestão de peso vai muito mais além de um plano alimentar de restrição calórica e por isso desenvolvemos um plano que vai ao encontro dos objetivos de quem nos procura: Nordic Approach to Weigth Loss, garantindo o delineamento de um plano de ação individualizado e o apoio em cada passo desta jornada pela nossa equipa multidisciplinar. 

Saiba mais em:
http://porto.nordicclinic.com/nordic-approach-to-weight-loss/

Ou contacte-nos por telefone +351 222 081 982 ou email info@nordicclinic.pt

Referências:
Watson NF, Badr MS, Belenky G, Bliwise DL, Buxton OM, Buysse D, Dinges DF, Gangwisch J, Grandner MA, Kushida C, Malhotra RK, Martin JL, Patel SR, Quan SF, Tasali E. Recommended Amount of Sleep for a Healthy Adult: A Joint Consensus Statement of the American Academy of Sleep Medicine and Sleep Research Society. Sleep. 2015 Jun 1;38(6):843-4. doi: 10.5665/sleep.4716. PMID: 26039963; PMCID: PMC4434546.
Hanlon EC, Tasali E, Leproult R, Stuhr KL, Doncheck E, de Wit H, Hillard CJ, Van Cauter E. Sleep Restriction Enhances the Daily Rhythm of Circulating Levels of Endocannabinoid 2-Arachidonoylglycerol. Sleep. 2016 Mar 1;39(3):653-64. doi: 10.5665/sleep.5546. PMID: 26612385; PMCID: PMC4763355.
St-Onge MP, McReynolds A, Trivedi ZB, Roberts AL, Sy M, Hirsch J. Sleep restriction leads to increased activation of brain regions sensitive to food stimuli. Am J Clin Nutr. 2012 Apr;95(4):818-24. doi: 10.3945/ajcn.111.027383. Epub 2012 Feb 22. PMID: 22357722; PMCID: PMC3302360.
Wu JC, Gillin JC, Buchsbaum MS, Chen P, Keator DB, Khosla Wu N, Darnall LA, Fallon JH, Bunney WE. Frontal lobe metabolic decreases with sleep deprivation not totally reversed by recovery sleep. Neuropsychopharmacology. 2006 Dec;31(12):2783-92. doi: 10.1038/sj.npp.1301166. Epub 2006 Jul 26. PMID: 16880772.

Nordic Approach to Weight Loss

Dizem-nos que a obesidade é o resultado do balanço energético positivo entre as calorias consumidas e as calorias gastas  e que o tratamento deve ser comer menos e gastar mais, mas será assim tão linear?


Fatores como a genética, o sono (ou a falta dele), o ambiente intra-uterino, a microbiota intestinal e ainda a exposição a disruptores endócrinos são alguns que aumentam o risco de obesidade, mas há mais. 


Na Nordic Clinic consideramos que a gestão de peso vai muito mais além de um plano alimentar de restrição calórica e por isso desenvolvemos um programa que vai ao encontro dos objetivos de quem nos procura: Nordic Approach to Weigth Loss


Juntando a a experiência e os conhecimentos da equipa multidisciplinar e tendo por base a mais recente evidência científica, com este programa vai ter acesso a:

  • Consulta médica com o Dr. Eduardo Filipe Coelho 
  • Consulta de nutrição com a Dra. Çagla Sen
  • 1 treino experimental com o Professor Pedro Monteiro

Para mais informações, contacte-nos através de:
info@nordicclinic.pt 
+351 222 081 982

Perda de peso de peso saudável e a sua manutenção a longo prazo – é possível?

Se já tentou diferentes dietas com restrição calórica, pode identificar-se com um dos seguintes cenários:

  • A dieta resulta e há perda de peso a curto prazo mas é difícil manter a longo prazo devido às restrições alimentares. Assim que deixa este tipo de dieta, volta a ganhar o peso que perdeu e na maioria dos casos até ganha mais;
  • A dieta resulta e há perda de peso mas depois gera uma compulsão alimentar e, mais uma vez, volta a ganhar o peso perdido ou mais;
  • Depois de vários anos a tentar diferentes dietas, atinge um ponto em que não consegue obter os mesmo resultados, como se estagnasse.

Algum destes cenários lhe é familiar? 
Agora, pense sobre o seu padrão de sono, os níveis de stress, a exposição a toxinas (saiba mais aqui http://porto.nordicclinic.com/efeitos-negativos-da-perda-de-peso-rapida/) e o funcionamento do trânsito intestinal – será que foram tidos em conta na elaboração do seu plano para a perda de peso?


Sabia que menos 1 hora de sono em 5 dias da semana já foi associado a menor perda de massa gorda em pessoas que estão numa dieta de restrição calórica?


Com o desenvolvimento económico, a disponibilidade crescente de alimentos a preços acessíveis e muitas vezes pobres do ponto de vista nutricional, a industrialização e etc. que tem vindo a ocorrer, a obesidade também tem vindo a aumentar.


A obesidade é o resultado do balanço energético positivo entre as calorias consumidas e as calorias gastas. Mas será assim tão linear? 


Fatores como a genética, o sono (ou a falta dele), o ambiente intra-uterino, microbiota intestinal e ainda a exposição a disrupotores endócrinos aumentam o risco de obesidade. Sublinhando que a maioria são modificáveis através de mudanças no estilo de vida.
E a obesidade está associada ao desenvolvimento de doenças como:

  • Diabetes tipo 2
  • Hipertensão arterial
  • Dislipidemia
  • Doenças cardiovasculares
  • Infertilidade
  • Certos tipos de cancro
  • Condições respiratórias (por exemplo apneia do sono)
  • Doenças hepáticas 

Um estudo efetuado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge em 2015 chegou à conclusão de que 38,9% da população adulta entre os 25 e os 74 anos tinha excesso de peso e 28,7% obesidade.


Na Nordic Clinic consideramos que a gestão de peso vai muito mais além de um plano alimentar de restrição calórica e por isso desenvolvemos um plano que vai ao encontro dos objetivos de quem nos procura: Nordic Approach to Weigth Loss . A avaliação, o delineamento de um plano de ação individualizado e o apoio em cada passo desta jornada é garantida pela nossa equipa multidisciplinar:

  • Consulta médica com o Dr. Eduardo Filipe Coelho 
  • Consulta de nutrição com a Dra. Çagla Sen
  • Treino com o Professor Pedro Monteiro

Para mais informações, contacte-nos através de:
info@nordicclinic.pt 
+351 222 081 982

Referências:

  • Hruby, A., & Hu, F. B. (2015). The Epidemiology of Obesity: A Big Picture. PharmacoEconomics, 33(7), 673–689. https://doi.org/10.1007/s40273-014-0243-x
  • Zhao X, Han Q, Gang X, Lv Y, Liu Y, Sun C, Wang G. The Role of Gut Hormones in Diet-Induced Weight Change: A Systematic Review. Horm Metab Res. 2017 Nov;49(11):816-825. doi: 10.1055/s-0043-115646. Epub 2017 Sep 21. PMID: 28934819.
  • Wang X, Sparks JR, Bowyer KP, Youngstedt SD. Influence of sleep restriction on weight loss outcomes associated with caloric restriction. Sleep. 2018 May 1;41(5). doi: 10.1093/sleep/zsy027. PMID: 29438540.
  • Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge
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